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Falando sozinha de novo?

Já me peguei falando sozinha vaaaarias vezes, mas com uma lagartixa foi a primeira (eu acho).

Sabado ela estava no teto do meu quarto, fiquei com dó de matá-la e a deixei por ali mesmo.

Ontem cedo fui tomar banho e ela tava dentro do box, pensei: Como ela veio parar aqui? Será que a noite ela pulou na minha cama e se escondeu no meio do meu cabelo?

Deu um certo pavorzinho tomar banho com ela mas me contive e fingi que sua presença não me incomodava (apesar de me arrepiar toda vez que pensava que ela poderia subir pelos meus pés).

Mas agora, qd voltei do trabalho e fui tomar banho, lá estava a bichinha dentro do box, não aguentei, me peguei no maior papo com ela do tipo: vc de novo? deixei o vitrô aberto pra vc sair...

Papo vai papo vem, desliguei o chuveiro, peguei um pedaço de sulfite, brincamos de "pega pega" (ela ainda fez hora com minha cara, como se eu não tivesse mais nada pra fazer hoje!) e quando consegui pegá-la (enfim), sacudi a sulfite na minha "hortinha" da janela e avisei pra lagartixa que se ela entrar de novo, morre!!

Aff...

Me veio uma doce recordação da Vó Lona que tinha pavor de Lagartixa, com a Vó a lagartixa Garida (peguei tanto afeto que ela já tem até nome), bom, se dependesse da vó Lona, a Garida já tinha morrido no sábado, claro que outra pessoa teria a matado pois a vó já teria saído correndo!

O céu é o limite!

Em um passeio de charrete, paramos no canavial da fazenda do Retiro, quando a professora perguntou às crianças:
- Essa plantação de cana é maior ou menor que vocês?
E o doce P., 4 anos, respondeu:
- Ela é maior que a gente, mas não é maior que o céu.
- Qual é o tamanho do céu? - perguntou R, 5 anos.
- É infinito.
- E o que é infinito? - entrou na conversa E., 5 anos.
P., com muita tranqüilidade, olhando para o céu, responde:
- Infinito é aquilo que não tem fim, que nunca vamos conseguir pegar.

Já disse que não sou loira!

A professora de A., 4 anos, chega com o menino em minha sala e pergunta a ele:
- É essa a moça loira que você está falando que fica aparecendo na janela da sala?
E ele responde convicto:
- Não, o cabelo da Melina é colorido!

Onça pesada

Empolgadíssima, contando a história de boca da Dona cabra e seus cabritinhos, finalizo a história relatando que, quando a formiga tirou os cabritinhos da barriga da onça, ela colocou muitas pedras e que até hoje a onça está deitada, com a barriga cheia de pedras, sem conseguir se levantar.
E foi aí que super K., 4 anos, me questiona:
- Ela não consegue nem lavar roupa?

Dedo derretido

Empolgada com meus "dotes artísticos" para contar histórias de boca, convidei algumas crianças para irem ao dormitório e criei um ambiente aconchegante com colchões, cobertores e vela.
Antes de iniciar a história combinei com as crianças que não poderíamos tocar a vela pois o fogo poderia nos queimar.
K., 4 anos, insistia em colocar seu dedinho indicador na vela, quando intervi:
- K., não faça isso, o fogo queima, vai doer sua mão e seu dedo vai derreter igualzinho a essa vela.
E ele me responde:
- Não tem problema, se meu dedo derreter, eu coloco ele na geladeira e ele volta!

Flor dorminhoca

Em um passeio pela fazenda, numa manhã de primavera, fomos catalogar algumas flores, quando E., 5 anos, ao vislumbrar uma flor com o botão fechado, em meio a tantas flores, comentou:
- Gente, venham ver, essa flor aqui está com os olhinhos fechados! Shiu, ela está dormindo!

Coordenadora não trabalha

Estávamos nos preparativos finais para a festa junina da fazenda, quando J.P., 6 anos, me viu costurando tiras de chitas em um chapéu de palha e comentou:
- Até que enfim a Melina virou "trabalhadora".
Indignada com o comentário do menino (justo eu, que trabalho tanto!) perguntei:
- Como assim? Você acha que antes eu não trabalhava?
E ele, mais que depressa respondeu com convicção:
- Não, você só fica andando pela escola!